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Serviços Penitenciários Militares desafiados apostar na formação dos reclusos

Os Serviços Penitenciários das Forças Armadas Angolanas (FAA) foram desafiados, esta sexta-feira, a apostar na formação técnico-profissional dos reclusos, na perspectiva de felicitar o processo de ressocialização após o cumprimento das penas.

O repto foi lançado pelo comandante da Região Militar Centro, tenente-general Dinis Segunda Lucama, no encerramento  da XI reunião metodológica dos Serviços Penitenciários Militares, aberto quarta-feira, sob o lema “ Para uma execução das penas mais eficazes e modernas - reestruturemos os serviços penitenciários militares.

O responsável militar referiu que os reclusos podem ser capacitados nos domínios de agricultura, pecuária, avicultura, aquicultura e em outras vertentes, visando o aumento dos níveis da produção alimentar da tropas e da população em geral, para além de acelerar o processo de ressocialização social.

Segundo o oficial general, é importante formar militares com um forte temperamento de consciência patriótica, cívica e jurídica, enquanto virtudes que ajudam a encarar com prudência, resiliência e determinação todas as situações atípicas que o serviço os impuser, mesmo do ponto de vista social, evitando, deste modo, conflitos com a lei.

“Reconhecemos que vivemos um período de bastante contenção, resultante das dificuldades de vária ordem, logo é importante encará-las como uma oportunidade para trabalhar mais e pensar no desenvolvimento e modernização dos serviços penitenciários”, referiu.

O tenente-general Dinis Segunda Lucama considerou que a realização da XI reunião metodológica dos Serviços Penitenciários Militares demonstra a determinação deste órgão em se transformar num verdadeiro ponto de reflexão para o recluso castrense como homem detentor de direitos.

No comunicado final do evento, os participantes recomendam a construção e apetrecho das salas de formação e pavilhões de artes e ofícios em todos os estabelecimentos prisionais castrenses, para a capacitação condiga da população penal, mediante parceria com o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

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